Suplementação esportiva: guia completo do que funciona (e do que não funciona) segundo a ciência

Creatina, whey, cafeína, beta-alanina, bicarbonato, nitrato, vitamina D, BCAA, glutamina e termogênicos: o que as melhores evidências mostram, doses estudadas, mitos e riscos de contaminação e doping.

Dr. Carlos O. MagnoMédico · CRM-SP 270302 · Residente em Medicina Esportiva — USP
Suplementação esportiva: guia completo do que funciona segundo a ciência — Dr. Carlos O. Magno

Resposta rápida

  • Segundo o consenso do Comitê Olímpico Internacional (COI), poucos suplementos têm boa evidência de melhorar o desempenho: cafeína, creatina, tamponantes (beta-alanina e bicarbonato de sódio) e nitrato (presente no suco de beterraba).
  • Proteína em pó (whey), géis e bebidas esportivas são “alimentos esportivos”: úteis pela praticidade, não por efeito mágico.
  • Vitamina D e ferro só fazem sentido quando há deficiência confirmada por exames.
  • BCAA, glutamina e “termogênicos” não estão entre os suplementos com boa evidência.
  • Suplemento pode estar contaminado: em um estudo internacional, cerca de 15% dos produtos analisados continham esteroides anabolizantes não declarados no rótulo.
  • A regra de ouro do COI: avaliação nutricional completa antes de decidir suplementar.

Atualizado em setembro de 2026.

No mundo dos suplementos, ciência sólida e promessa vazia dividem a mesma prateleira: ao lado de produtos muito estudados, há outros sustentados apenas por marketing.

Este guia organiza a suplementação esportiva pelo que as melhores referências mostram: o consenso do Comitê Olímpico Internacional sobre suplementos, os posicionamentos da International Society of Sports Nutrition (ISSN) e as principais revisões e meta-análises. Para cada suplemento, você encontra o que ele faz, para quem pode fazer sentido, a dose estudada e os mitos mais comuns.

Antes de suplementar: comida, treino e sono vêm primeiro

Suplementos fazem, no máximo, uma contribuição pequena dentro de um plano de nutrição e treino bem feito. É assim que o próprio consenso do COI descreve seu papel — e o documento recomenda uma avaliação nutricional completa antes de qualquer decisão sobre suplementação.1

Na prática, isso significa que nenhuma cápsula compensa proteína insuficiente, déficit calórico mal planejado, treino sem progressão ou noites curtas de sono. Se esses pilares ainda não estão ajustados, vale começar pelos guias de emagrecimento com saúde e de recomposição corporal.

Quais suplementos funcionam segundo a ciência?

O consenso do COI conclui que apenas alguns suplementos voltados ao desempenho — cafeína, creatina, agentes tamponantes específicos e nitrato — têm boa evidência de benefício. O mesmo documento organiza os produtos em quatro grupos: correção de deficiências de micronutrientes, fontes práticas de energia e proteína, melhora direta do desempenho e benefícios indiretos (como suporte ao treino e à imunidade).1

GrupoExemplosQuando faz sentido
Boa evidência para desempenhoCreatina, cafeína, beta-alanina, bicarbonato de sódio, nitratoObjetivos específicos de treino ou competição
Alimentos esportivosWhey e outras proteínas em pó, géis, bebidas esportivas, repositores de eletrólitosPraticidade para atingir metas de proteína, carboidrato e líquidos
Suplementos para saúdeVitamina D, ferroDeficiência confirmada por exames
Evidência fraca ou ausenteBCAA, glutamina, “termogênicos”Em geral, não justificam o custo
Classificação baseada no consenso do COI sobre suplementos e atletas de alto rendimento.

O consenso ressalta ainda que a resposta varia muito entre pessoas (por genética, microbiota e dieta habitual) e que qualquer suplemento voltado ao desempenho deve ser testado em treino antes de ser usado em competição.1

Creatina: para que serve, como tomar e mitos

A creatina monoidratada é, segundo a ISSN, o suplemento nutricional mais eficaz disponível para aumentar a capacidade de exercício de alta intensidade e a massa magra durante o treinamento.2 Ela aumenta os estoques de creatina no músculo, o que ajuda em esforços curtos e intensos e permite treinar com mais qualidade.

  • Dose de manutenção: 3 a 5 g por dia. Uma fase de “saturação” (cerca de 0,3 g/kg/dia por 5 a 7 dias) acelera o aumento dos estoques, mas não é obrigatória: 3 g por dia por 28 dias também elevam a creatina muscular, só que de forma mais gradual.2
  • Adultos mais velhos: uma meta-análise com 22 estudos e 721 participantes (idade média de 57 a 70 anos) mostrou que creatina associada ao treino de força levou a 1,37 kg a mais de massa magra e maior ganho de força do que o placebo.3
  • Mulheres: a creatina também funciona, mas a ISSN observa que alguns estudos sugerem ganhos de força e massa muscular menores em mulheres do que em homens.2

Mitos sobre creatina

“Creatina faz mal para os rins.” Segundo a ISSN, não há evidência convincente de que a creatina prejudique a função renal em pessoas saudáveis ou em populações clínicas estudadas. Por precaução, quem já tem doença renal deve conversar com o médico antes de usar.2

“Creatina engorda.” O único efeito colateral consistentemente descrito é o aumento de peso, explicado principalmente por retenção de água dentro do músculo (cerca de 0,5 a 1 litro na fase de saturação) — não por ganho de gordura.2

“Creatina causa cãibra e desidratação.” Estudos controlados refutaram essa ideia; em atletas, o uso de creatina foi associado a menos cãibras e menos episódios de desidratação.2

Proteína e whey: quanto você realmente precisa

Para a maioria das pessoas que treinam, uma ingestão total de 1,4 a 2,0 g de proteína por kg de peso por dia é suficiente para ganhar e manter massa muscular, segundo o posicionamento da ISSN. Em fases de déficit calórico, pessoas treinadas podem precisar de mais (2,3 a 3,1 g/kg/dia) para preservar massa magra.4

  • Por refeição: cerca de 0,25 g/kg de proteína de boa qualidade, ou 20 a 40 g, distribuídas a cada 3 a 4 horas ao longo do dia.4
  • Horário: antes ou depois do treino funcionam; o efeito anabólico do exercício dura pelo menos 24 horas. A escolha depende mais de tolerância e rotina do que de uma “janela” curta.4
  • Antes de dormir: 30 a 40 g de caseína aumentaram a síntese de proteína muscular durante a noite.4

Precisa de whey? Não necessariamente. A ISSN afirma que é possível atingir a meta de proteína só com comida, e que o suplemento é uma forma prática de garantir quantidade e qualidade.4 Whey concentrado ou isolado? O isolado passa por mais processamento: tem no mínimo 90% de proteína e cerca de 0,5% a 1% de lactose, enquanto os concentrados variam de 34% a 80% de proteína. Por isso, o isolado pode ser útil para quem tem intolerância à lactose.14 Para a maioria das pessoas, o que importa é a quantidade total de proteína no dia.

Whey ou creatina? Não são concorrentes: o whey é uma fonte prática de proteína (alimento), e a creatina é um suplemento de desempenho com mecanismo próprio. Podem ser usados juntos, conforme o objetivo.

Cafeína antes do treino: quanto e quando tomar

A cafeína melhora o desempenho de forma consistente em doses de 3 a 6 mg por kg de peso, geralmente tomada cerca de 60 minutos antes do exercício, segundo o posicionamento da ISSN.5 Para uma pessoa de 70 kg, isso equivale a cerca de 210 a 420 mg.

  • Os benefícios mais consistentes (moderados a grandes) aparecem em exercícios aeróbicos de resistência, mas há ganhos pequenos a moderados em força, velocidade, saltos e esportes intermitentes.5
  • A dose mínima eficaz pode ser tão baixa quanto 2 mg/kg. Doses muito altas (cerca de 9 mg/kg) causam mais efeitos colaterais e não são necessárias.5
  • A resposta varia entre pessoas, em parte por genética: algumas têm piora do sono ou ansiedade.5 Quem treina à noite deve considerar o impacto no sono.

E o pré-treino? A ISSN reconhece que bebidas energéticas e pré-treinos com cafeína melhoram o desempenho — e a cafeína é justamente o ingrediente com melhor evidência nessas fórmulas.5 O cuidado é conferir a dose total de cafeína no rótulo (fácil passar do necessário somando café e pré-treino) e lembrar que qualquer suplemento pode estar contaminado (veja a seção de riscos).

Beta-alanina: para que serve e por que dá formigamento

A beta-alanina aumenta a carnosina muscular, que funciona como um “tampão” contra a acidez produzida em esforços intensos. Segundo a ISSN, 4 a 6 g por dia por pelo menos 2 a 4 semanas melhoram o desempenho, com efeitos mais evidentes em esforços de 1 a 4 minutos.6

O único efeito colateral descrito é a parestesia — o formigamento ou “coceira” na pele que muita gente sente. Ela pode ser reduzida dividindo a dose ao longo do dia (porções de cerca de 1,6 g) ou usando fórmulas de liberação lenta.6 A beta-alanina não tem efeito imediato: o benefício depende do uso contínuo.

Bicarbonato de sódio no treino

O bicarbonato de sódio melhora o desempenho principalmente em esforços de alta intensidade que duram entre 30 segundos e 12 minutos — como provas de remo, natação, ciclismo e corrida curtos, e esportes de combate.7

  • Dose estudada: 0,2 g/kg parece ser o mínimo eficaz e 0,3 g/kg, a dose ideal; doses maiores não trazem benefício extra e causam mais efeitos adversos.7
  • Quando: entre 60 e 180 minutos antes do exercício.7
  • Efeitos colaterais: inchaço, náusea, vômito e dor abdominal — que podem piorar o desempenho. Tomar em doses menores, cerca de 180 minutos antes, junto de uma refeição rica em carboidratos ou em cápsulas de revestimento entérico ajuda a reduzi-los.7

Por conter muito sódio e causar sintomas gastrointestinais com frequência, é um suplemento para objetivos específicos, a ser testado em treino — e com cautela em quem tem hipertensão ou doença renal.

Nitrato e suco de beterraba antes do treino

O nitrato da dieta — presente em alta quantidade no suco de beterraba e em vegetais folhosos — é um dos poucos suplementos com boa evidência segundo o COI. Os benefícios agudos aparecem geralmente 2 a 3 horas após uma dose de 5 a 9 mmol de nitrato (310 a 560 mg).1

O consenso descreve melhoras de 4% a 25% no tempo até a exaustão e de 1% a 3% em provas contra o relógio com menos de 40 minutos, além de ganhos em esportes coletivos intermitentes.1

Carboidratos, géis e suplementos para corrida

Para corrida e outros esportes de resistência, os “suplementos” mais úteis são alimentos esportivos: bebidas com carboidrato, géis e repositores de eletrólitos. O consenso do COI usa como referência a ingestão de 30 a 60 g de carboidrato por hora em exercícios prolongados, e descreve bebidas esportivas com 5% a 8% de carboidrato e sódio, e géis com cerca de 25 g de carboidrato por sachê.1

Como qualquer estratégia nutricional para competição, hidratação e carboidrato devem ser testados em treino antes da prova.1 Cafeína, nitrato e, em provas curtas e intensas, bicarbonato e beta-alanina podem complementar, conforme a modalidade.

Vitamina D, ferro, ômega-3, probióticos e colágeno

  • Vitamina D: a deficiência foi associada a mais infecções respiratórias em atletas. O COI trata a suplementação como forma de manter níveis adequados ou corrigir deficiência — a dose depende dos exames e da avaliação médica.1
  • Ferro: deve ser usado quando há deficiência documentada. O COI recomenda avaliar vários marcadores ao mesmo tempo (como ferritina, saturação de transferrina e hemoglobina) para definir o estágio da deficiência.1
  • Probióticos: têm suporte moderado para reduzir a incidência de infecções respiratórias superiores em atletas.1
  • Ômega-3: o suporte é limitado — há alguma evidência de redução de inflamação após exercício que causa dano muscular, mas sem evidência de reduzir infecções em atletas.1
  • Colágeno: o COI o classifica como de baixo risco, com poucos dados, mas com possível aumento da produção de colágeno e redução de dor.1 Uma revisão sistemática de 15 ensaios encontrou os resultados mais consistentes em função articular e dor nas articulações; ele não estimulou a síntese de proteína muscular mais do que outras proteínas de maior qualidade.8

Atenção aos antioxidantes em altas doses: segundo o COI, doses altas de antioxidantes isolados, especialmente vitaminas C e E, podem reduzir as adaptações ao treino.1 Mais não é melhor.

BCAA, glutamina e termogênicos funcionam?

  • BCAA (leucina, isoleucina e valina): uma revisão sobre o tema não encontrou estudos em humanos que tenham medido aumento da síntese de proteína muscular com BCAA oral isolado, e concluiu que a alegação de efeito anabólico não se sustenta. O músculo precisa de todos os aminoácidos essenciais — presentes em uma fonte de proteína completa.9
  • Glutamina: os motivos mais citados para usá-la (imunidade, síntese de glicogênio, efeito anticatabólico) receberam pouco suporte de estudos bem controlados em pessoas saudáveis e bem nutridas.10
  • “Termogênicos” e suplementos para emagrecer: nenhum deles aparece entre os suplementos com boa evidência no consenso do COI.1 Quando têm cafeína, é ela que responde pelo efeito estimulante. Perda de gordura depende de déficit calórico — veja o guia de emagrecimento.

Riscos: contaminação, doping e regulamentação

Suplementos podem conter substâncias que não estão no rótulo. Em um estudo internacional com 634 suplementos “não hormonais” comprados em 13 países, 14,8% continham esteroides anabolizantes não declarados.11 O próprio consenso do COI lembra que esses estudos raramente usam amostras aleatórias, mas reconhece a contaminação como um risco conhecido.1

  • Para atletas que passam por controle antidoping: vale a responsabilidade objetiva — o atleta responde por qualquer substância proibida encontrada no seu organismo, mesmo que tenha vindo de um suplemento contaminado. A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) orienta verificar previamente todos os produtos usados.12
  • Certificação por terceiros: programas de auditoria independente ajudam a identificar produtos de menor risco, mas, segundo o COI, não existe garantia absoluta.1
  • No Brasil: os suplementos alimentares são regulados pela Anvisa (RDC nº 243/2018 e IN nº 28/2018), que define os constituintes permitidos, os limites de uso e uma lista positiva de alegações que podem aparecer no rótulo.13 Promessas fora dessa lista são um sinal de alerta.

Como decidir sobre suplementos com segurança

  1. Defina o objetivo: ganho de massa, emagrecimento, resistência, força, saúde óssea ou correção de deficiência.
  2. Ajuste a base: calorias, proteína diária, treino e sono.
  3. Investigue deficiências com exames, em vez de suplementar “por garantia”.
  4. Escolha só o que tem evidência para o seu objetivo, na dose estudada.
  5. Prefira produtos simples (um ingrediente) e de fabricantes confiáveis; atletas que passam por antidoping devem priorizar produtos certificados.
  6. Teste em treino antes de usar em competição.
  7. Reavalie: se não houver benefício percebido ou mensurável, não há motivo para manter.

Uma consulta ajuda especialmente se você tem doença renal, hepática, cardiovascular ou hipertensão, usa medicamentos contínuos, é adolescente, está gestante, compete sob controle antidoping ou quer ganhar massa muscular com mais de 50 anos. Na Medicina Esportiva, a suplementação entra como parte de um plano — não como atalho.

Perguntas frequentes sobre suplementação esportiva

Creatina faz mal para os rins?

Segundo o posicionamento da International Society of Sports Nutrition, não há evidência convincente de que a creatina prejudique a função renal em pessoas saudáveis. Quem tem doença renal deve conversar com o médico antes de usar.

Creatina engorda?

A creatina pode aumentar o peso na balança, principalmente por retenção de água dentro do músculo (cerca de 0,5 a 1 litro na fase de saturação). Esse aumento não é ganho de gordura.

Quanto tempo antes do treino devo tomar cafeína?

O horário mais estudado é cerca de 60 minutos antes do exercício, em doses de 3 a 6 mg por kg de peso. Gomas de mascar com cafeína podem agir mais rápido que cápsulas.

Whey ou creatina: qual é melhor?

Não são equivalentes. O whey é uma fonte prática de proteína; a creatina é um suplemento de desempenho com mecanismo próprio. Um não substitui o outro, e podem ser usados juntos conforme o objetivo.

Beta-alanina dá coceira. É normal?

Sim. O formigamento (parestesia) é o único efeito colateral descrito e pode ser reduzido dividindo a dose ao longo do dia ou usando fórmulas de liberação lenta.

BCAA ajuda a ganhar massa muscular?

Uma revisão sobre o tema concluiu que a alegação de que BCAA isolado estimula a síntese de proteína muscular não se sustenta. Uma fonte de proteína completa, com todos os aminoácidos essenciais, é mais eficaz.

Qual o melhor suplemento para idosos ganharem massa muscular?

A base é treino de força e proteína adequada. Entre os suplementos, a creatina associada ao treino de força aumentou a massa magra em cerca de 1,4 kg a mais que o placebo em uma meta-análise com adultos de 57 a 70 anos em média.

Suplemento pode dar doping?

Sim. Suplementos podem estar contaminados com substâncias proibidas não declaradas no rótulo, e o atleta responde por qualquer substância encontrada em seu organismo. Quem passa por controle antidoping deve verificar previamente todos os produtos e priorizar os certificados.

Termogênico emagrece?

Os chamados termogênicos não estão entre os suplementos com boa evidência no consenso do Comitê Olímpico Internacional. Quando contêm cafeína, é ela que responde pelo efeito estimulante. Perda de gordura depende de déficit calórico.

Suco de beterraba antes do treino funciona?

O nitrato presente no suco de beterraba tem boa evidência de benefício. Os efeitos aparecem geralmente 2 a 3 horas após uma dose de 310 a 560 mg de nitrato, com melhora em provas de resistência e esportes intermitentes.

Referências

  1. Maughan RJ, et al. IOC consensus statement: dietary supplements and the high-performance athlete. Br J Sports Med. 2018;52(7):439-455. doi:10.1136/bjsports-2018-099027
  2. Kreider RB, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:18. doi:10.1186/s12970-017-0173-z
  3. Chilibeck PD, et al. Effect of creatine supplementation during resistance training on lean tissue mass and muscular strength in older adults: a meta-analysis. Open Access J Sports Med. 2017;8:213-226. doi:10.2147/OAJSM.S123529
  4. Jäger R, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:20. doi:10.1186/s12970-017-0177-8
  5. Guest NS, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: caffeine and exercise performance. J Int Soc Sports Nutr. 2021;18(1):1. doi:10.1186/s12970-020-00383-4
  6. Trexler ET, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: beta-alanine. J Int Soc Sports Nutr. 2015;12:30. doi:10.1186/s12970-015-0090-y
  7. Grgic J, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: sodium bicarbonate and exercise performance. J Int Soc Sports Nutr. 2021;18(1):61. doi:10.1186/s12970-021-00458-w
  8. Khatri M, et al. The effects of collagen peptide supplementation on body composition, collagen synthesis, and recovery from joint injury and exercise: a systematic review. Amino Acids. 2021;53(10):1493-1506. doi:10.1007/s00726-021-03072-x
  9. Wolfe RR. Branched-chain amino acids and muscle protein synthesis in humans: myth or reality? J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:30. doi:10.1186/s12970-017-0184-9
  10. Gleeson M. Dosing and efficacy of glutamine supplementation in human exercise and sport training. J Nutr. 2008;138(10):2045S-2049S. doi:10.1093/jn/138.10.2045S
  11. Geyer H, et al. Analysis of non-hormonal nutritional supplements for anabolic-androgenic steroids — results of an international study. Int J Sports Med. 2004;25(2):124-129. doi:10.1055/s-2004-819955
  12. Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Perguntas frequentes. gov.br/abcd
  13. Anvisa. Resolução da Diretoria Colegiada — RDC nº 243, de 26 de julho de 2018 (requisitos sanitários dos suplementos alimentares) e Instrução Normativa nº 28/2018. in.gov.br
  14. U.S. Dairy Export Council. Reference Manual for U.S. Whey and Lactose Products. thinkusadairy.org
Dr. Carlos O. Magno
Sobre o autor

Dr. Carlos O. Magno

Médico (CRM-SP 270302), residente em Medicina Esportiva pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atua com Medicina Esportiva e Medicina do Estilo de Vida na Vila Madalena, em São Paulo.

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Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui avaliação médica individual. Não inicie, suspenda ou altere tratamentos sem orientação profissional.

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