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Ozempic e massa muscular: como não perder músculo usando canetas

Quanto de massa magra se perde com as canetas emagrecedoras, o que os estudos realmente mostram e as cinco estratégias para preservar músculo durante o tratamento.

Dr. Carlos O. MagnoMédico · CRM-SP 270302 · Residente em Medicina Esportiva — USP
Como não perder massa muscular usando canetas emagrecedoras, por Dr. Carlos O. Magno, CRM-SP 270302

Resposta rápida

  • Sim, parte do peso perdido com Ozempic, Wegovy ou Mounjaro é massa magra — como acontece em qualquer emagrecimento importante, com ou sem medicamento.
  • No subestudo de composição corporal do SURMOUNT-1, cerca de 75% do peso perdido foi gordura e 25% foi massa magra — a mesma proporção observada no grupo que recebeu placebo.1
  • “Massa magra” não é sinônimo de músculo: inclui também órgãos, osso, líquidos e a água do tecido adiposo.2
  • O que muda o resultado: proteína suficiente, treino de força, velocidade de perda razoável, sono e acompanhamento da composição corporal — não só do peso na balança.
  • Em um estudo que combinou exercício e medicamento por um ano, a combinação reduziu o percentual de gordura em 3,9 pontos percentuais — cerca do dobro do exercício sozinho ou do medicamento sozinho.3

Atualizado em setembro de 2026.

“Estou emagrecendo, mas será que estou perdendo músculo?” é, hoje, uma das perguntas mais frequentes de quem usa canetas emagrecedoras. A preocupação é legítima e tem base científica — mas vem cercada de exagero nas redes sociais, onde se afirma que esses medicamentos “derretem músculo” ou causam sarcopenia.

Neste artigo separo o que os estudos mostram do que é boato, e principalmente: o que dá para fazer, na prática, para chegar ao fim do tratamento com menos gordura e o máximo de músculo preservado. Essa é, na minha visão, a diferença entre emagrecer e melhorar a saúde.

Ozempic e Mounjaro fazem perder massa muscular?

Sim, parte do peso perdido é massa magra — mas a proporção observada nos estudos é a mesma de quem emagrece sem o medicamento. Isso indica que a perda acompanha o emagrecimento, e não é um efeito tóxico da medicação sobre o músculo.

O dado mais claro vem do subestudo de composição corporal do SURMOUNT-19, publicado em 2025. Foram 160 participantes avaliados por densitometria (DXA) no início e na semana 72. Com tirzepatida, houve redução de 21,3% do peso, 33,9% da massa de gordura e 10,9% da massa magra; no grupo placebo, as reduções foram de 5,3%, 8,2% e 2,6%, respectivamente.1

Traduzindo em proporção: aproximadamente 75% do peso perdido foi gordura e 25% foi massa magra — tanto no grupo com medicamento quanto no grupo placebo. As proporções se mantiveram consistentes na maior parte das análises por sexo, idade e magnitude de perda de peso.1

Por que esse detalhe muda tudo

Se o remédio causasse dano direto ao músculo, a proporção de massa magra perdida seria maior que a do placebo. Não foi o que se observou. O que acontece é o esperado de qualquer perda de peso grande: o corpo reduz todos os seus compartimentos, inclusive o tecido magro que sustentava um corpo mais pesado. O problema não é o medicamento — é emagrecer sem um plano para o músculo.

Massa magra não é a mesma coisa que músculo

Boa parte da confusão vem daqui. O que os exames chamam de “massa magra” inclui músculo, mas também órgãos, ossos, líquidos corporais e a água presente no tecido adiposo.2

Uma revisão publicada em 2024 sobre alterações de massa magra com medicamentos baseados em GLP-1 chama atenção para três pontos importantes:2

  • Os resultados dos estudos são heterogêneos: em alguns, a redução de massa magra corresponde a 40% a 60% do peso total perdido; em outros, a cerca de 15% ou menos.
  • Estudos com ressonância magnética sugerem que as mudanças no músculo esquelético são adaptativas — proporcionais ao que se esperaria pela idade, pela doença e pela magnitude da perda de peso.
  • Há melhora da qualidade muscular, com redução da gordura infiltrada no músculo e melhora da sensibilidade à insulina, o que reduz a probabilidade de perda de força e de função.

Ou seja: um número menor de quilos de massa magra não significa necessariamente um músculo pior. O que precisa ser acompanhado, mais do que o número isolado, é força e função.

Quanto de massa magra se perde, afinal?

EvidênciaO que mostrou
Subestudo SURMOUNT-1 (DXA, 160 pessoas, 72 semanas)1~75% do peso perdido como gordura e ~25% como massa magra, igual ao placebo
Revisão sobre massa magra e terapias baseadas em GLP-1 (2024)2Resultados variam de ~15% a 40–60% do peso perdido; mudanças musculares parecem adaptativas
Exercício + medicamento por 1 ano (ensaio randomizado)3A combinação reduziu o percentual de gordura em 3,9 pontos — cerca do dobro de cada estratégia isolada
Dieta hipocalórica + treino intenso com 2,4 g/kg de proteína por dia (4 semanas)4Ganho de 1,2 kg de massa magra e perda de 4,8 kg de gordura, contra 0,1 kg e 3,5 kg no grupo com 1,2 g/kg
Estudos com desenhos e populações diferentes; os números não são diretamente comparáveis entre si.

Por que isso importa para a sua saúde

Músculo não é estética. É o tecido que sustenta força, equilíbrio, capacidade de subir escada, levantar da cadeira, carregar peso e se recuperar de uma doença ou cirurgia. É também um órgão metabólico: o principal destino da glicose depois de uma refeição.

Perder gordura preservando músculo melhora a composição corporal de forma duradoura. Perder os dois na mesma proporção reduz o peso, mas deixa você mais frágil — e com menor gasto energético, o que dificulta manter o resultado depois.

Se o seu objetivo é justamente o contrário — perder gordura enquanto ganha músculo —, o caminho está detalhado no guia de recomposição corporal.

Quem corre mais risco

A mesma revisão de 2024 aponta que idade mais avançada e gravidade da doença influenciam a escolha de candidatos a esses tratamentos, pelo risco de sarcopenia.2 Uma revisão narrativa de 2026 sobre músculo esquelético durante terapias baseadas em incretinas reforça que os efeitos dependem de idade, reserva muscular inicial, estado nutricional e atividade física — e que preservar a saúde muscular deve ser parte integrante do tratamento da obesidade.5

Na prática, merecem atenção redobrada:

  • Pessoas acima de 60 anos, pela perda muscular que já ocorre com a idade
  • Quem já tem pouca massa muscular para a sua altura (a chamada obesidade sarcopênica)
  • Quem está sedentário e não pretende iniciar treino de força
  • Quem tem ingestão de proteína baixa, situação comum justamente porque o medicamento reduz o apetite
  • Mulheres na pós-menopausa, pela sobreposição com a perda de massa óssea

1. Proteína: quanto comer por dia

Durante a perda de peso, uma ingestão de proteína acima da recomendação mínima ajuda a preservar massa magra, especialmente quando combinada a exercício.6

O estudo mais ilustrativo é de 2016: homens jovens em déficit calórico acentuado (cerca de 40% abaixo das necessidades), treinando seis dias por semana, foram divididos entre 1,2 g/kg e 2,4 g/kg de proteína por dia durante quatro semanas. O grupo com mais proteína ganhou 1,2 kg de massa magra e perdeu 4,8 kg de gordura; o grupo com menos proteína ganhou 0,1 kg de massa magra e perdeu 3,5 kg de gordura.4

Esse foi um estudo curto, com homens jovens treinados e dieta controlada — não é a realidade de quem usa uma caneta emagrecedora. Mas mostra a direção: em déficit calórico, proteína e treino mudam a composição do que se perde.

O desafio real: comer proteína sem fome

O medicamento reduz o apetite — esse é o efeito desejado. O problema é que, sem planejamento, a redução vem em cima de tudo, inclusive da proteína. Estratégias que funcionam na prática: começar a refeição pela fonte de proteína, distribuir em três a quatro momentos do dia, usar preparações de digestão mais fácil (ovos, iogurte, peixe, frango desfiado) e, quando necessário e com orientação, complementar com whey protein. A meta individual de proteína deve ser definida com o seu médico ou nutricionista, considerando peso, função renal e condições de saúde.

2. Treino de força: o estímulo que protege o músculo

Proteína é a matéria-prima; o treino de força é o sinal que diz ao corpo para manter o músculo. Sem esse sinal, a proteína sozinha faz pouco.

O melhor ensaio clínico sobre a combinação de exercício e medicamento para emagrecer foi publicado no New England Journal of Medicine em 2021. Depois de uma dieta de baixas calorias que levou a uma perda média de 13,1 kg, 195 adultos com obesidade foram sorteados para quatro estratégias durante um ano: exercício, medicamento (liraglutida 3 mg), os dois combinados ou placebo.3

Resultados em um ano, comparados ao placebo: exercício −4,1 kg; medicamento −6,8 kg; combinação −9,5 kg. Mas o dado mais interessante é o da composição corporal: a combinação reduziu o percentual de gordura corporal em 3,9 pontos percentuais, cerca do dobro do exercício isolado (1,7 ponto) e do medicamento isolado (1,9 ponto). Só a combinação melhorou hemoglobina glicada, sensibilidade à insulina e condicionamento cardiorrespiratório.3

Esse estudo usou liraglutida, um medicamento de aplicação diária de geração anterior, e um programa de exercício de intensidade moderada a vigorosa. Ainda assim, é a demonstração mais clara de que medicamento e exercício não competem: eles se somam, e a soma muda a qualidade do emagrecimento.

Na prática, o mínimo que costumo buscar com quem inicia uma caneta é treino de força em dois a três dias por semana, envolvendo os grandes grupos musculares, com progressão de carga ao longo do tempo. A prescrição precisa ser individual — e, se você tem alguma doença cardiovascular ou articular, passa por uma avaliação antes de começar.

3. Velocidade da perda de peso

Perder peso muito rápido não é sinal de sucesso. Quanto maior o déficit e mais veloz a queda, maior tende a ser a fatia de massa magra no total perdido — e maior a chance de efeitos colaterais, fadiga e perda de adesão.

Por isso, subir a dose mais rápido do que o recomendado, na esperança de acelerar o resultado, costuma custar caro: mais náusea, menos comida, menos proteína e mais perda muscular. O aumento gradual da dose existe por um motivo.

4. Creatina e outros apoios

A creatina monoidratada é o suplemento com melhor relação entre evidência, segurança e custo para quem faz treino de força. Em idosos, uma metanálise de 22 estudos com 721 participantes mostrou que a creatina combinada ao treino resistido levou a um ganho adicional médio de 1,37 kg de massa magra em comparação ao placebo, além de mais força.7

Importante: não existe, até hoje, estudo que tenha testado creatina especificamente em pessoas usando canetas emagrecedoras. O que se pode dizer é que o suplemento é seguro nas doses recomendadas e que o benefício aparece quando combinado com treino — sem treino, ele não sustenta massa muscular.8 Detalhei dose, mitos e segurança no artigo sobre creatina.

Sobre outros suplementos, vale a mesma régua do guia de suplementação esportiva: poucos têm evidência boa, e nenhum substitui proteína e treino.

5. Sono e atividade do dia a dia

Dormir mal atrapalha a recuperação do treino, aumenta a fome no dia seguinte e piora o controle glicêmico. E a atividade fora da academia — caminhar, subir escada, se movimentar ao longo do dia — responde por uma fatia grande do gasto energético diário e ajuda a manter a função muscular.

Não é detalhe: quem emagrece e passa a se mover menos porque “já está perdendo peso” costuma perder também força e disposição.

Como saber se você está perdendo músculo

A balança sozinha não responde a essa pergunta. Ela mostra o total, não a composição. As formas de acompanhar, da mais simples à mais precisa:

MétodoO que entregaObservação
Força nos exercíciosO melhor sinal prático: se a carga cai consistentemente, algo está erradoGratuito e sensível; anote as cargas
Circunferências (braço, coxa, cintura)Tendência ao longo dos mesesDepende da técnica de medida
BioimpedânciaEstimativa de massa magra e gordura, com boa utilidade para acompanhar a tendênciaExige padronização (hidratação, horário, jejum) para comparar medidas
Densitometria (DXA)Referência clínica para composição corporalExame de imagem, com custo maior

No consultório, faço bioimpedância como parte do acompanhamento de quem está em tratamento para emagrecimento, justamente para que a conversa não gire apenas em torno do peso. O que interessa é a direção das duas curvas: gordura caindo e massa magra o mais estável possível.

Cinco erros comuns

  1. Olhar só a balança. Dois quilos a menos podem ser ótimos ou ruins, dependendo de onde saíram.
  2. Comer pouco e mal. Com menos fome, é fácil passar o dia com café, fruta e um jantar pequeno — e quase nenhuma proteína.
  3. Só fazer aeróbico. Caminhada e corrida são ótimas para o coração, mas não substituem o estímulo de força.
  4. Subir a dose por conta própria. Mais dose, mais náusea, menos comida, mais perda muscular.
  5. Parar de treinar quando o peso desce rápido. É exatamente nesse período que o treino mais protege.

Como é o acompanhamento

Um tratamento bem conduzido acompanha quatro coisas ao mesmo tempo: o peso, a composição corporal, a ingestão de proteína e a força. Quando esses quatro caminham juntos, o emagrecimento tende a ser mais estável e mais saudável — e a fase de manutenção, depois, fica bem mais fácil.

Na Medicina Esportiva e na Medicina do Estilo de Vida, o objetivo nunca é só o número da balança: é chegar mais leve, mais forte e com mais capacidade funcional do que antes.

Perguntas frequentes

Ozempic faz perder massa muscular?

Parte do peso perdido é massa magra, como em qualquer emagrecimento importante. No subestudo de composição corporal do SURMOUNT-1, com tirzepatida, cerca de 75% do peso perdido foi gordura e 25% foi massa magra — a mesma proporção observada no grupo placebo, o que indica que a perda acompanha o emagrecimento e não é um efeito direto do medicamento sobre o músculo.

Como não perder massa muscular tomando Mounjaro?

As medidas com melhor respaldo são: manter ingestão adequada de proteína, fazer treino de força pelo menos duas a três vezes por semana, evitar perda de peso excessivamente rápida, dormir bem e acompanhar a composição corporal, e não apenas o peso.

Quanta proteína devo comer usando caneta emagrecedora?

Não existe um número único. Estudos em déficit calórico com treino mostram melhores resultados de composição corporal com ingestões acima da recomendação mínima. A meta individual deve ser definida com o seu médico ou nutricionista, considerando peso, função renal e condições de saúde.

Só fazer caminhada resolve?

Caminhada traz benefícios importantes para o coração e para o gasto energético, mas não fornece o estímulo de sobrecarga que preserva músculo. Para proteger massa muscular, é o treino de força que faz a diferença.

Creatina ajuda a não perder músculo com as canetas?

Não existe estudo que tenha testado creatina especificamente em pessoas usando esses medicamentos. O que se sabe é que a creatina, combinada ao treino de força, aumenta massa magra e força — inclusive em idosos — e é segura nas doses recomendadas. Sem treino, o efeito sobre massa magra não se sustenta.

Como sei se estou perdendo músculo ou gordura?

Pela composição corporal e pela força. Bioimpedância padronizada e densitometria (DXA) estimam massa magra e gordura; na prática do dia a dia, a manutenção ou o aumento das cargas no treino é um excelente indicador de que o músculo está preservado.

A perda de massa muscular com essas medicações é permanente?

Massa muscular pode ser recuperada com treino de força e alimentação adequada. O que é mais difícil de recuperar é a função perdida em pessoas idosas e frágeis, razão pela qual a prevenção é prioritária nesse grupo.

Idosos podem usar canetas emagrecedoras?

Podem, com avaliação individual. Nessa faixa etária, a reserva muscular é menor e o risco de sarcopenia é maior, então a decisão pesa mais o cuidado com proteína, treino de força e acompanhamento da função.

Referências

  1. Look M, et al. Body composition changes during weight reduction with tirzepatide in the SURMOUNT-1 study of adults with obesity or overweight. Diabetes Obes Metab. 2025;27(5):2720-2729. doi:10.1111/dom.16275
  2. Neeland IJ, Linge J, Birkenfeld AL. Changes in lean body mass with glucagon-like peptide-1-based therapies and mitigation strategies. Diabetes Obes Metab. 2024;26(Suppl 4):16-27. doi:10.1111/dom.15728
  3. Lundgren JR, et al. Healthy weight loss maintenance with exercise, liraglutide, or both combined. N Engl J Med. 2021;384(18):1719-1730. doi:10.1056/NEJMoa2028198
  4. Longland TM, et al. Higher compared with lower dietary protein during an energy deficit combined with intense exercise promotes greater lean mass gain and fat mass loss: a randomized trial. Am J Clin Nutr. 2016;103(3):738-746. doi:10.3945/ajcn.115.119339
  5. Mollero ELM, et al. Beyond weight loss: skeletal muscle health during incretin-based therapy in patients with diabesity. Nutrients. 2026;18(16):2654. doi:10.3390/nu18162654
  6. Leidy HJ, et al. The role of protein in weight loss and maintenance. Am J Clin Nutr. 2015;101(6):1320S-1329S. doi:10.3945/ajcn.114.084038
  7. Chilibeck PD, et al. Effect of creatine supplementation during resistance training on lean tissue mass and muscular strength in older adults: a meta-analysis. Open Access J Sports Med. 2017;8:213-226. doi:10.2147/OAJSM.S123529
  8. Antonio J, et al. Common questions and misconceptions about creatine supplementation: what does the scientific evidence really show? J Int Soc Sports Nutr. 2021;18(1):13. doi:10.1186/s12970-021-00412-w
  9. Jastreboff AM, et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity (SURMOUNT-1). N Engl J Med. 2022;387(3):205-216. doi:10.1056/NEJMoa2206038
Dr. Carlos O. Magno
Sobre o autor

Dr. Carlos O. Magno

Médico (CRM-SP 270302), residente em Medicina Esportiva pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atua com Medicina Esportiva e Medicina do Estilo de Vida na Vila Madalena, em São Paulo.

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Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui avaliação médica individual. Não inicie, suspenda ou altere tratamentos sem orientação profissional.

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